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Não adianta ser inovador uma vez

As tecnologias tem revolucionado o mundo, em todos os aspectos. Se antes, o surgimento de um novo produto ou serviço demorava anos para acontecer, atualmente em alguns meses já é possível notar uma grande diferença no mercado.

Muito se fala sobre a briga entre empresas tradicionais e as de tecnologias, mas é preciso considerar também que as próprias empresas inovadoras têm enfrentado conflitos. Ou seja, não adianta ser inovador uma vez. É preciso ser inovador sempre, porque a sua inovação que te fez ter destaque agora, não vai lhe garantir o seu sucesso para sempre.

Um bom exemplo sobre isso foi publicado pela Revista Época Negócios com o título A guerra do vídeo online, cuja análise foi feita pelo Murilo Gun no Guncast #003.

O YouTube sempre foi o líder no segmento de vídeos online, mas a partir de abril de 2014 a liderança começou a ser ameaçada pelo Facebook, graças a ideia de possibilitar a reprodução automática dos vídeos na linha do tempo dos usuários, enquanto que no YouTube era preciso clicar para assistir.

A novidade ganhou popularidade com os diversos vídeos publicados em função do Ice Buckets Challenge, o desafio em que artistas e anônimos derramavam um balde de água e gelo na cabeça e faziam uma doação para ALS Association, organização que arrecada fundos para pesquisa e ajuda a pacientes com esclerose lateral amiotrófica. Você deve se lembra disso.

No mesmo período, o Facebook desabilitou a auto visualização dos vídeos com links do YouTube dentro dele. A reprodução só acontecia após clicar na miniatura e sair da rede social de Mark Zuckerberg.

A mensagem estava dada aos produtores de vídeo:

“Se as pessoas tendem a ver vídeos pelo feed de notícias, por que não publica-los diretamente aqui?”.

O YouTube, que durante 10 anos reinou praticamente sozinho no mercado de vídeos online agora estava preocupado, pois para o Facebook, vídeo passou a ser uma prioridade. Então, nada mais lógico que os vídeos postados diretamente lá tenham preferência na entrega.

Esta é a prova de que, até mesmo uma empresa inovadora que se tornou referência em seu segmento, não pode ficar na zona de conforto. A todo o momento é preciso se reinventar e buscar por novas tendências com base na experiência do usuário.

Outro exemplo interessante aconteceu com a Apple, a empresa que revolucionou o mundo com a criação do Ipod.

Quando a Apple lançou o iTunes com a possibilidade de compra de músicas, foi incrível a mudança gerada. Na ocasião, foi um baque para o mercado da música.

Mas o seu reinado neste novo segmento estava para acabar com o lançamento do aplicativo Spotify e outros similares que surgiram na sequência. Isso porque a lógica agora era outra: os usuários não precisavam mais pagar e baixar por cada música, mas sim realizar o pagamento de um valor fixo para conseguir ouvir qualquer música, sem precisar fazer o download. Enquanto os acessos ao iTunes vem caindo, o Spotify apresenta números crescentes. De acordo com o Portal de Notícias G1, a base de usuários ativos do aplicativo subiu de 75 milhões para 100 milhões em 2016 comparado ao final do ano anterior, apesar da competição com rivais como Apple Music.

Mais um exemplo de que a inovação deve ser constante. Não basta ser inovador uma vez.

Podemos dizer então que, na atualidade, fazer a mesma coisa é o mesmo que andar para trás. Ser inovador não pode ser considerado um adjetivo, mas sim um verbo.

A Revista Época Negócios aponta também outros questionamentos sobre essa guerra dos vídeos online.

Pensando no modelo de negócios do YouTube, em que os usuários ganham dinheiro com a produção de vídeos, o Facebook quer adotar um modelo que provavelmente vai deixar essa disputa ainda mais acirrada.

A ideia é que haja uma linha do tempo somente com vídeos que contemplaria os anúncios. Ou seja, não haveria anúncio antecedendo a exibição do conteúdo produzido, uma prática considerada “não natural” pela empresa. Há, porém, a questão da remuneração. Pensando dessa maneira, os valores de cada anúncio deverá ser rateado para os vídeos que antecede e que precede o anúncio.

Um diferencial de muita importância que o Facebook detém é o fato de possuir o perfil completo dos usuários, o que possibilita para que os anúncios possam ser segmentados.

Outro problema do Facebook é a necessidade de evitar o chamado “freebooting”, a prática de republicar um vídeo produzido por um canal do YouTupe, por exemplo. Na concorrência isso não é uma preocupação, pois o Google utiliza do ID de cada conta para detectar tal atividade. O Facebook criou o Audible Magic, uma tentativa de solucionar o problema, mas sem muito sucesso, por enquanto.

Ficamos, por enquanto, aguardando as cenas dos próximos capítulos, ansiosos para utilizar os recursos que estão por vir. Não só isso, influenciando para que as mudanças ocorram!

Uma coisa é certa: Todo mundo está sujeito a mudanças. Independente da sua área de atuação, a concorrência existe e enquanto você está estacionado pensando que o que faz é suficiente para continuar com a liderança, alguém está criando formas de te ultrapassar. Fique ligado!

Não basta inovar uma vez, tem que inovar sempre. Esteja preparado para o combate.

2018-05-14T02:05:45+00:00

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